As biojóias são bijuterias elaboradas utilizando sementes lapidadas e polidas por meio de técnicas próprias, obtendo-se a mais alta qualidade. A matéria-prima é rigorosamente selecionada, destinando-se a cada peça o material adequado, usando criatividade e a experiência de quem conhece e respeita a natureza. O requinte das peças resulta do cuidadoso acabamento aplicado e da sensibilidade da artista, na combinação de materiais e cores, destacados pela delicadeza do ouro e prata. O resultado são jóias cheias de harmonia e bom gosto, inspiradas na exuberância da natureza amazônica, expressando o melhor da cultura regional, por sua originalidade e brilho exótico.
Capacitada para dar cursos, a artesã vive 100% do seu artesanato, reaproveitando materiais que as pessoas não utilizariam. Explica que o mercado de comércio das biojóias em Rondônia é bom, mas precisa ser estruturado. Afirma que irá abrir uma loja no Mercado Cultural, no centro de Porto Velho, em dezembro, facilitando o acesso aos turistas nacionais e estrangeiros.
Para realizar a confecção das biojóias, é necessário respeitar o tempo de uso das sementes. “Tenho sementes que demorei três anos para utilizar”, conta Cristiane Oliveira. Suas sementes são provenientes de Rio Branco e compradas em grandes quantidades.
No processo de produção da biojóia a artesã utiliza uma máquina para furar,uma para polir e outra pra lixar a semente. O que diferencia o seu trabalho dos demais artesãos é a utilização da técnica pirogravura.
O que é pirogravura?Para Cristiane, ser profissional é importante assim como saber caminhar, ou como falar com os clientes, isso os artesões aprendem dentro dos projetos que o Sebrae oferece através de capacitação.
A palavra pirografia é de origem grega e significa “escrita à fogo”. É uma técnica em que uma espécie de caneta incandescente, ligada a energia, libera fogo e ao entrar em contato o objeto, forma desenhos que variam de acordo com o desejo do artesão.
Cristiane trabalha com o esposo e o filho e também é cantora. Também utiliza as sementes para confeccionar instrumentos de percussão.
Neusa dos Santos Tezzari, 47 anos, professora da Universidade Federal de Rondônia, e fez o curso de biojóia no CETENE de Porto Velho, em 2007. Ela afirma que o curso é importante para capacitar pessoas e ensinar novas técnicas. “O único problema é que as máquinas utilizadas são caras e nem todas as pessoas têm acesso”, diz a professora.
A estudante Caren Esteves Duarte utiliza as biojóias, como acessórios, no dia-a-dia. Conta que o aproveitamento das sementes é uma ótima maneira de desenvolvimento sustentável aplicado no estado de Rondônia, aplicando a renda dos artesãos e movimenta capital na economia do estado. “Além disso as peças são bem trabalhadas e eu as utilizo para presentear amigos e parentes que moram longe”, diz a estudante.
Cooperativa Açaí
Para conquistar o mercado e chegar nas principais joalherias do país, os artesãos começam a misturar as sementes com materiais bem mais valiosos como ouro e prata. Em Rondônia este trabalho é promovido também pela Cooperativa Açaí. João da Rosa é o ouvires que fez parceria com a Cooperativa e capacitou cerca de 30 artesãos. “Agregando esses valores, eles poderão sim ganhar mais dinheiro”, acredita João. Através de barcos que atravessam o Rio Madeira as sacas são levadas para a cidade. O beneficiamento da semente é feito pelo artesão Ronaldo Farias, ele conta que as sementes chegam sujas com pêlos e várias imperfeições.
Contatos:
COOPERATIVA AÇAÍTel: (69) 9218-3760Endereço:Rua Henrique Dias s/n – Centro- CEP: 78902-080 Porto Velho/RO
Eu sou Cristiane Oliveira(artesã),meu contato atual é (69) 9250-1307/ PVH 04/02/2013.cristianeaonnunes@gmail.com
ResponderExcluirGostaria de saber que metodo caseiro posso utilizar para o tratamento de sementes diversas para bijuteria.
ResponderExcluirAguardo
Gostaria de aprender sobre tingimento caseiro das sementes.
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